Dependência Química



Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo em 2013, mais de 8 milhões de brasileiros sofrem de dependência química, e cerca de 28 milhões de pessoas possui algum parente sofrendo da doença. Um dado alarmante e crescente.


A dependência química atinge todas as classes sociais e, na grande maioria das vezes, é motivada pela curiosidade acerca dos estados mentais diversificados que a droga é capaz de oferecer ao usuário. Mas não se trata de um simples interesse que acomete as pessoas ao acaso: o que faz com que os jovens desenvolvam a “curiosidade” pelo efeito das substâncias alucinógenas — e se tornem dependentes — é, em geral, alguma insegurança e/ou algum sofrimento passageiro que o jovem tem o intuito de aliviar através do uso da droga.

Uma vez que a pessoa utiliza a droga pela primeira vez, a substância passa a fazer parte de seu convívio. A sensação prazerosa que a droga proporciona cria uma lembrança na mente do usuário que possivelmente o levará a utilizar a droga mais vezes para sentir o mesmo efeito. Todas as substâncias partilham o mesmo fim ao atingir as estruturas físicas da mente humana: elevar massivamente a disponibilidade de dopamina no cérebro. A dopamina é uma substância produzida naturalmente pelo próprio corpo em resposta à prática de atividades prazerosas como, por exemplo, fazer sexo, jogar videogame, assistir a um filme, praticar exercícios físicos, comer… — e todas as demais ações que proporcionem prazer.

A droga faz com que o corpo libere muito mais dopamina que qualquer uma das práticas citadas acima. O grande problema é que, com o passar do tempo, o cérebro entende que há muita dopamina sendo liberada e “desliga” o mecanismo de produção natural do corpo, o que faz com que o cérebro humano se habitue a somente liberar dopamina sob o efeito da droga — o cérebro entende que, se há dopamina em excesso, não há mais porque produzir o composto naturalmente. O usuário torna-se, desta forma, dependente da droga. A pessoa torna-se incapaz de sentir prazer nas atividades normais da vida e passa a sentir prazer somente durante o uso do entorpecente.

Caso o paciente opte pelo tratamento clínico convencional, ele demorará entre 6 e 24 meses para obter o mesmo efeito que a ibogaína, comprovadamente, proporciona em apenas alguns dias. Ou pior: ao se submeter a um tratamento sem ibogaína, é possível que os neurotransmissores nunca se recuperem totalmente, e que as funções cerebrais danificadas pela droga nunca mais se refaçam por completo. É por isso que há tantas recaídas entre os pacientes submetidos aos tratamentos convencionais — cujo índice de sucesso é, no melhor dos casos, de apenas 30% (contra 80% de taxa de sucesso nos tratamentos realizados com ibogaína). A imensa maioria das pessoas que optam pelo tratamento médico em clínicas de internação tradicionais já passaram por várias outras internações sem absolutamente nenhum sucesso, e continuam a recair internação após internação. Além de proporcionar a completa regeneração dos neurotransmissores associados ao uso do entorpecente, a ibogaína suprime totalmente a crise de abstinência e elimina as memórias acerca dos efeitos prazerosos que a droga causava no usuário. Ou seja, o ex-dependente não será mais capaz de se lembrar das falsas sensações de satisfação que a droga desencadeava no passado.